O transplante de Córnea

A córnea pode ser comparada a uma lente de contato: a parte transparente do olho que está na frente da íris (cor do olho), e quando alguma doença compromete sua transparência, deixando como um vidro fosco, a pessoa pode ter a visão reduzida, ou até mesmo chegar a cegueira. Essa opacificação pode acontecer por diversos fatores, como doenças, lesões, infecções, queimaduras por substâncias químicas, enfermidades congênitas, entre outros. Veja abaixo tudo sobre o transplante.

Tudo sobre Transplante de Córnea:

Com o transplante, pessoas com alguma deficiência visual por problemas de córnea, recuperam a visão. Durante o transplante, o disco central da córnea opacificada é trocado por um novo e saudável. Em mais de 90% dos casos de pessoas com alguma deficiência visual por problemas de córnea, esta cirurgia pode recuperar a visão do paciente.

Os Banco de Olhos cumprem as Normas Médicas Internacionais e, no Brasil, Normas Técnicas para o Funcionamento dos Bancos de Olhos – da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Ministério da Saúde, por isso, não existem riscos de transmissão de doenças para o paciente que receber um tecido ocular doado

Somente podem ser beneficiados com o transplante, pessoas que tenham alteração na córnea – como ceratocone, opacidade corneana central pós-queimadura química, pós-infecção (úlcera de córnea), edema de córnea pós-cirurgia de catarata ou de aparecimento espontâneo, ou até mesmo congênito.

Geralmente, logo no dia seguinte a visão já melhora, podendo melhorar mais ainda posteriormente. Porém, o acompanhamento médico é longo: a cicatrização completa leva entre 6 e 12 meses, com a retirada dos pontos podendo ser iniciada com 3 a 6 meses e se estender até um ano ou mais. Se tiver pontos mais frouxos, necessitam de rápida remoção, evitando a rejeição.

O período mais crítico para a rejeição da córnea, é o primeiro ano, caso apresente diminuição da visão e vermelhidão nos olhos. Porém, a rejeição existe para a vida toda, mas grande parte podem ser tratadas com sucesso, por isso a importância do diagnóstico e tratamento precoce. Também existe a possibilidade de se realizar outro transplante, após a rejeição.

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