complementação diagnóstica sempre aliados a um exame clínico rigoroso.Cirurgias
A cirurgia com laser, conhecida formalmente como cirurgia refrativa, é um dos procedimentos usados pelo oftalmologistas para alterar o estado refracional do olho. Erros refracionais como miopia, astigmatismo ou hipermetropia podem ser indicados para essa cirurgia, mas critérios específicos devem ser adotados em cada caso assim como a escolha da melhor técnica cirúrgica e avaliação cuidadosa do candidato e sobretudo avaliar com rigor os casos mais seguros para realizar a cirurgia. Entre os aspectos mais apropriados para uma intervenção bem-sucedida estão a seleção do candidato, capacidade de compreensão, os prós e contras da intervenção cirúrgica e seguir rigorosamente as orientações médicas.
Dentre as técnicas mais conhecidas para esse tipo de cirurgia, eis abaixo a descrição detalhada de cada uma:
PRK
O tipo de laser mais utilizado é fruto da combinação e excitação de um complexo molecular de argônio e fluoreto. Com isso é produzida luz ultravioleta e emissão de pulsos de alta energia que retiram atuam junto ao tecido corneano, removendo quantidades microscópicas. Dessa forma, pode-se mudar o formato original da córnea e, consequentemente, o grau do erro refracional.
Tal processo é chamado de ceratectomia fotorrefrativa, chamado de PRK (photorefractive keratectomy). O oftalmologista deve estudar cada caso para assim analisar dados oftalmológicos e determinar a devida correção a ser obtida para cada olho. O paciente é posicionado abaixo do laser e, com o PRK, sob anestesia tópica (na forma de colírio), é retirada a camada de células da parte externa da córnea (epitélio) e a área onde o laser será aplicado fica exposta.
Enquanto ocorre os pulsos de laser, o oftalmologista orienta o paciente para que esse se mantenha corretamente alinhado para se executar um procedimento com a máxima precisão. O tempo de exposição ao laser é de aproximadamente 30 segundos e a duração total da operação, incluindo o preparo pré-operatório e o pós-operatório, dura cerca de 20 minutos.
Completado o procedimento, para promover a cicatrização e aliviar a dor, coloca-se uma lente de contato sobre a córnea e são prescritos colírios. Até que a córnea reepitelize completamente, o que pode levar 4 ou 5 dias, os retornos ambulatoriais serão mais freqüentes e em curto espaço de tempo (a cada 1 a 2 dias). Alguns colírios podem ser mantidos por meses.
LASIK
Outra técnica cirúrgica é o LASIK (laser-assisted in situ keratomileusis), que é um procedimento cirúrgico refrativo lamelar, realizado com anestesia tópica. Utilizando um equipamento oftalmológico denominado microcerátomo, o oftalmologista faz um “retalho” na parte frontal da córnea. Depois disso, o laser é aplicado e depois o “retalho” é recolocado no mesmo local, na maioria dos casos, sem a necessidade de sutura (pontos).
Em geral, coloca-se um protetor ocular e o paciente é reavaliado no dia seguinte, dando início a um sistemático seguimento pós-operatório. Colírios são indicados por alguns dias e deve-se evitar atividades que possam expor ou traumatizar o olho.
O LASIK oferece recuperação mais curta, menos visitas pós-operatórias, menos uso de medicações e, para pacientes com graus mais altos, maior acuracidade na correção quando comparado com outras técnicas cirúrgicas para correção de erros refracionais.
Podem ser operados os dois olhos no mesmo ato cirúrgico mas, na grande maioria das vezes, os médicos preferem aguardar o resultado de um olho para operar o segundo. Às vezes, reoperação pode ser necessária para alcançar os melhores resultados. A orientação preconizada é que essas cirurgias devem ser feitas em pessoas com faixa etária acima dos 20 anos, e num momento em que o grau deve estar estabilizado. Ainda não são recomendadas tais técnicas em gestantes ou pacientes com outras doenças oftalmológicas e pacientes em uso de alguns tipos de medicação.
Ainda em estudos, está a aplicação dessa técnica para a correção da presbiopia, popularmente chamada de "vista cansada", que ocorre usualmente entre os 40 e 50 anos de idade.
Nos últimos anos, a cirurgia refrativa têm passado por importantes aperfeiçoamentos e melhoria dos equipamentos de laser para minimizar efeitos indesejados e ter maior controle dos objetivos esperados. Porém, vale ressaltar que está sujeita a complicações de gravidade variada durante e após a intervenção como qualquer outra técnica cirúrgica, pois cortar um tecido humano gera naturalmente resposta de cicatrização para que este tecido seja reparado. Na cirurgia refrativa, em geral, ocorre uma cicatrização normal, sem deixar seqüelas.
Em uma pequena parcela de casos pode haver uma reação cicatricial que pode resultar em perda de função visual. A complicação mais comum é a correção em excesso ou então incompleta do erro de refração.
A cirurgia por raio laser passa por avanços consecutivos e os progressos ininterruptos nos últimos anos, em especial no final dos anos 90, buscam oferecer uma segurança bastante grande e um número cada vez maior de pessoas são beneficiadas com as cirurgias refrativas em todo o mundo.
No entanto, um estudo pormenorizado de cada caso com o oftalmologista torna-se imprescindível para sanar dúvidas e especialmente poder atuar diante de expectativas realistas e um completo entendimento dos benefícios e riscos dessas intervenções.

